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Garantir que todos tenham acesso a uma dieta nutritiva de forma sustentável é um dos desafios mais significativos que enfrentamos. E a transformação dos sistemas alimentares é crucial para garantir alimentos saudáveis, seguros e equitativos de forma sustentável. No entanto, a pressão da agricultura sobre a biodiversidade e os ecossistemas, bem como o seu contributo para as alterações climáticas, ameaçam a segurança alimentar global.
Por outro lado, hábitos alimentares associados ao excesso de consumo de alimentos pouco nutritivos, em países “mais desenvolvidos”, contribuem para deficiências nutricionais e superam a desnutrição calórica que se verifica em países “menos desenvolvidos”.
Para solucionar ambas as problemáticas, ambientais e de saúde, especialistas defendem que uma transição para dietas saudáveis de base vegetal, que incluem cereais integrais, gorduras saudáveis insaturadas, frutas e hortícolas, poderá ser eficaz na prevenção de doenças cardiovasculares e outras doenças crónicas, evidenciando também uma associação protetora relativamente às doenças coronárias e diabetes.
Adotar uma dieta mais baseada em vegetais e com menor consumo de carne e produtos de origem animal. Uma dieta maioritariamente à base de vegetais requer menos recursos naturais, leva a menos emissões de gases de efeito estufa e está associada a benefícios para a saúde.
Planear as refeições, armazenar os alimentos adequadamente e aproveitar ao máximo os ingredientes por forma a prevenir o desperdício de alimentos.
Optar por alimentos produzidos localmente e ajustados à sazonalidade.
Optar por alimentos frescos ou levemente processados em vez de produtos altamente processados que podem conter aditivos químicos e embalagens excessivas.
Partilhar informações sobre alimentação saudável e sustentável com amigos, familiares e colegas, e colaborar para promover mudanças positivas à escala local.
Participar ativamente e promover compras públicas alimentares que afetam cantinas públicas em escolas, hospitais, entre outros, para que priorizem a compra de alimentos locais e de base vegetal.
Cooperar mais com os profissionais de saúde ao nível da alimentação e exigir que mais nutricionistas estejam presentes nas unidades de saúde públicas.
Votar, assinar “cartas abertas”, subscrever petições, entre outras ações, que promovam políticas alimentares sustentáveis, e a sustentabilidade ambiental na produção e distribuição de alimentos, incluindo que incentivem o redirecionamento de subsídios para culturas de base vegetal com limite ao uso de pesticidas e fertilizantes.
Exigir a introdução de programas educacionais sobre alimentação saudável e sustentável em escolas e entidades diversas, como é o caso do projeto ABAAE e do programa Prato Sustentável.
Exigir políticas e programas da redução do desperdício alimentar à escala local em particular junto de escolas e associações, e promover o encaminhamento dos resíduos alimentares para compostagem em projetos de hortas comunitárias ou outros.
Nesta Categoria vais encontrar iniciativas que promovem uma Alimentação a pensar na Saúde das pessoas e do planeta. Desde iniciativas que promovem o forrageamento (procura de recursos alimentares na natureza) à literacia alimentar, a outras que trabalham para sistemas alimentares justos e sustentáveis, como cooperativas, que como consumidor deves apoiar e onde fazer as tuas compras. Inclui ainda iniciativas que combatem o desperdício alimentar, e terapias holísticas ligadas ao ambiente
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